domingo, 31 de outubro de 2010

Happy Halloween!!


Era pra o domingo ser meio que assustador. Mas não foi mesmo. Foi regado a muito brigadeiro, muitoooooooooooooooo. Hahahahahaha.
Adorei.
Mas perfeito impossível.
Outra dose, outra dose por favor.
Beijos.

sábado, 30 de outubro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A fita métrica do amor.




Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.


Martha Medeiros.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Que seja doce





"Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doce suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão.Que seja doce."

Caio F. Abreu

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PASSAGENS, AMORES, MATURIDADE...






Eu poderia chegar aqui e falar milhões de coisas.
Tudo que eu tenho vivido nas últimas duas semanas, deu vasão á um lado que eu não conhecia. Forte. Força. Superação. Crescimento. Amadurecimento.
Eu nunca duvidei que os acontecimentos ruins da vida tivessem todos sua função. Eu nunca duvidei do fato de eles nos tornarem seres humanos mais fortes, mais preparados pra encarar as situações adversas.
Mas, eu muitas vezes, inclusive hoje, tenho comprovado na prática tudo isso.
Da onde vem essa força, da onde vem tudo isso, eu sinceramente não sei, talvez seja apenas vontade de viver, pura e simples vontade de ser feliz. E tá ótimo né?
Tenho queimado a língua em matéria de descoberta da importância que os outros me dão. Descobri que tenho sim amigos. A-migos. Alguns. Letra maiúscula pra representar á altura tudo que eles vêm me trazendo de força, de ombro, de torcida.
Eu sempre soube que era privilegiada. Que com tão pouca idade, já havia vivido muito, que já havia crescido muito. Sempre soube que era capaz de superar qualquer dificuldade imposta pela vida, com um pouco de paciência, e com a ajuda dele, do tempo.
Hoje, somente em plena as 9:21 da manhã, eu me dei conta do que essa mudança me trouxe. Passado o sofrimento inicial de abrir mão e saber deixar ir embora alguém que me fez mal, eu soube me dar uma segunda chance. E pasmem, estou me saindo muitíssimo bem.
São pessoas encaixadas nos novos contextos, estes que me apropriei de última hora. São novos coadjuvantes, tentando ganhar o papel principal dessa minha história. São páginas e mais páginas intituladas de "carinho", "atenção", e "leserinhas", nesse capítulo da minha mais nova autobiografia, intitulado relacionamentos proveitosos.
É não haver mais crises, mais inseguranças. É haver apenas uma reciprocidade assustadora. Eu, comigo mesma.
É incrível, mas como diria o velho poeta, nada na vida acontece por acaso. E ele sempre acerta.
A menina do sorriso no rosto, não vai desaprender a sorrir porque alguém não soube entender o tamanho do trabalho que se dá para tapar o buraco, quando alguém simplesmente te rouba tempo, sem oferecer em troca o mesmo. Eu continuo acreditando em cavalos brancos, príncipes encantados, velhinhos andando de mãos dadas.
Eu só não tenho mais pressa. Sou fiel ao que sinto. E é muito bom estar ao lado de quem agente gosta. Ao lado de quem tem gostinho de beijo bom (Muito Bom) (Risos), gostinho de fruta tirada do pé, cheirinho gostoso deixado no meu travesseiro e demonstrações de carinhos há todo tempo. É muito bom saber que tenho você, mas que principalmente você existe, e é de verdade. E que está fazendo parte da minha vida agora. E que está me fazendo muito bem. A vida é muito curta pra se viver, então eu tento aproveita-la o máximo que eu posso. Com toda intensidade possível e com o coração cheinho de coisas boas. E que o meu dia e a minha noite sejam iluminados e cheios de coisas boas.

Beijos de Luz!!
Ótima quarta!!

:*

terça-feira, 26 de outubro de 2010

:)

"Quando agente pensa que manda na vida, a vida vem e manda na gente." Um beijinho pra quem faz xixi na cama. :* hiihihihihihi

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fernando Pessoa






"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Uma epifania Matutina




O pai de Alice a dizia para acreditar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã. Seis, six, seis. Três pares, meia dúzia. Idealizadora que sou, sempre tendo que ser arrastada de volta para a realidade, minha mente roda enquanto vislumbro o número, e subjetivo a palavra "coisas". O que seriam? Seis invenções? Paixões? Palavras? O impossível? Se eu quisesse não somente ir até a Lua, mas também nela sentar, e pescar estrelas, será que dá? Acho que pode; deve ser válido. E fazer brotar flores, com lágrimas? Cada choro, um buquê inteiro. Multicolorido. Ia ser lindo, não ia? Iventar orações, caracterizar expressões, converter ideologias? Ótimo seria. Acredito na evolução da tecnologia, sobretudo. E acho mágica essa concorrência deslavada, em que os reais ganhadores somos nós, os consumidores. Um brinde! De chá, claro, dona Alice.
Creio, sempre, nas pessoas. Tenho me decepcionado, nem sempre tem valido à pena, e meu coração tem cansado de inserir novas fichas, depositar novas chances. Mas o bom é que a roda gira, o mundo troca a marcha, e as pessoas mudam de lugar. Nova gente vem, enquanto almas arcaicas, ou que não dão mais liga, se vão; pra outros caminhos, distintos destinos, rotas e desvios. Ainda assim, fé em mim eu tenho. Aqui dentro, nos pensamentos, antes de dormir, ao acordar e em ações. Tento algumas vezes transferir força para quem necessita, o que também tem dado certo; e me transmitem bons pensamentos, frases belas e palavras de apoio, o que apenas me fortalece. Acho que é por isso que não desisti ainda desse ser único: o humano. Na criança que sorri, e cumprimenta com os olhos a nossa nostalgia em não saber nada de ruim do mundo, e saltitar pelas ruas. No amigo que nos abraça forte, quando precisamos. E na família, que nem sempre é sanguínea, mas sim por nós escolhida - companheirismo não acompanha sobrenome.
Acredito acima de tudo, no amor. Mas nem sei se isso conta, nesses tempos modernos. O adultério, a mentira e o egoísmo vem tomando conta de corações quebrados, que deveriam se curar com sentimento e boa vontade. Isso não deixa de me entristecer, mas também me faz acreditar mais forte e à fundo, que é pra dar força à qualquer custo. E se for parar para pensar, acredito em tantas coisas, que a cada manhã me renovo em novas seis idéias, e invenções. Como mulher, gostaria de pôr minhas esperanças de que há aí pelo mundo algum batom que fixa, mesmo degustando um bom vinho; alguma manicure que não tire bifes; uma costureira que faça o que nos é pedido (e em dia) e uma depiladora que não minta, quanto à dor. Seria ótimo se existisse um chocolate que não engorda, palhaço que ainda faz rir, e árvore que dá dinheiro. Detector de falsidade, seria altamente útil. Assim como, o de homens e mulheres cafajestes - os quais nem assim, resistiríamos. Máquina do tempo, para viajarmos em modelitos passados, e nos reinventarmos, com as futuras promessas em tecido. Algum produto que nos faça ter o cabelo de antes: seja o antigo corte, ou a cor natural. A cada dia, o que precisamos, e ninguém cria. Ainda.
Porém, nada se compara ao que toda mulher quer acreditar. No que toda fêmea anseia por abonar. Em sonhos que se tornam realidades, e príncipes que já foram sapos, burros ou cachorros - mas que cabem no dia-a-dia e dão foto três-por-quatro para colocar na carteira; colocando a sua num porta-retrato ou no fundo de tela do computador. Em viver um amor real, concreto e que aconteça, dia pós dia. Dê continuidade, e não deixe nem medo, e muito menos covardia tomar conta. Que a faça sonhar de dia, e amar de noite. Levitar por entre praças, e jantar no bistrô barato do Centro. Se preocupe com a existência feminina não só do corpo, mas da alma e bem estar, que representa ela ali, de olhos fechados, dormindo, devaneando; em estado plenamente pacífico, e terra firme. Em finais felizes naturais, sem esforço, sacrifício ou perigo. Desejando silenciosamente que você lhe beije a face, e a queira com intensidade na sua vida. Seja para cantar junto, ou preparar um jantar. Para buscá-la em casa, ou assistir filmes ruins. Não pra um momento ou uma ação; mas se não for pra sempre, que seja eterno enquanto dure. Agora vamos lá, que o leite acabou e a vida chama. Realidade, por favor?


domingo, 24 de outubro de 2010

Ria muitas vezes...


'Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito tempo com ele.'

sábado, 23 de outubro de 2010

Impulsos a vista :)





Deu uma vontade louca de pular numa piscina, de fazer bolinhas de sabão, de gritar bem alto, de comer algodão doce, de tentar fazer xixi em pé, de ser chamada de novo de bebezinho da mamãe, de colocar salto doído, de cantarolar pela rua, de tomar banho de chuva num dia frio, de rir de bobeira, de descer até o chão, de dançar bem naquelas maquininhas de dança, de comer até explodir, de comer pasta de dente Tandy, de beber leite com Quick de morango, de sorrir pra velhinha na rua, de dar uma flor ao porteiro camarada, de abraçar a moça da lavanderia que está grávida, de jogar os livros pra cima e ver em que posição eles caem, de emagrecer uns quilos num clique de controle remoto, de amassar papéis, de rir até doer a barriga, de contar casos pras minhas amigas, de dar um beijo bem demorado em alguém bem especial, de dormir sem roupa, de ligar o ventilador e ficar fazendo sons estranhos, de gastar todo o limite do cartão de crédito, de experimentar cigarro novamente e ter a certeza que vou engasgar, de ver uma maratona de programas do , de ter tv a cabo de novo, de ouvir uma boa e velha ironia do meu irmão, de gritar porque minha mãe gritou comigo, de abraçar meu pai e dizer o quanto ele é fofo, de subir na mesa e dançar É o Tchan, de dançar todos os rítimos num minuto, de ganhar rosas vermelhas numa noite de chuva, de atravessar a rua sem olhar pros dois lados, de colar na prova, de falar baixinho no ouvido e depois soltar um berro, de soluçar e ficar desesperada, de balançar na rede do meu pai, de esmagar de tanto abraçar todos os cachorros que já tive e ainda tenho por uma eternidade, de deixar o apê imundo por uma semana, de regar uma árvore bem larga, de jogar o lixo pela janela, de colher morangos, de abrir uma melancia, de fazer cural, de raspar a assadeira e comer toda a massa que sobra do bolo de chocolate, de ser coelho tipo Lola Bunny, de jogar vôlei, de ser bailarina e pianista de sucesso, de aprender a tocar gaita como a Alanis, de apertar a mão do Brad Pitt (pelo menos), de descobrir o que os chineses acham do carnaval, de perguntar ao Lula se ele realmente sabe de alguma coisa, de juntar todas as minhas melhores amigas de todas as melhores épocas da minha vida e dizer: que falta vocês me fazem e, principalmente, de ser tão impulsiva quanto eu era ontem e com certeza serei amanhã. Mas como nem tudo é como queremos, então vamos vivendo o hoje sem deixar nada pra depois.

Porquê a vida a linda de viver. x)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Costume.



Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. É porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceita ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma. Mas na verdade não quero só o que se é de costume. Quero o diferente, o que me tire o fôlego, que me deixe fora de mim mesma, e que se eu me acostumar, que seja o costume mais gostoso de se ter.

*Ah, recomendo o vídeo. A letra da música na real é uma B. Mas a melodia é ótima.
:*


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Recomeçando

Colidiu comigo uma sensação que havia adormecido há muito tempo. Para ser sincera, nem sei se alguma vez foi desperta. Sei só que veio veloz e se arrebatou ao meu encontro. Espero que não se parta com a mesma velocidade com que veio. É tudo tão inédito! Meus olhos conseguiram mesmo quando eu jurava que não eram capazes - encontraram uma nova beleza para admirar. Foi sem esforço algum que eles brilharam ao conhecer um novo objeto de apreciação. Garanto que até mesmo conseguiram desvanecer um pouco da antiga imagem que os aprisionavam. O que anteriormente era a visão mais bela tornou-se um pouco opaca, mais distorcida. E se a distorção tender a aumentar, logo esquecerei minha antiga contemplação. Outra novidade para mim foi a facilidade de sorrir. Nada era forjado. Autenticidade envolvia minhas atitudes e eu poderia respirar sem sentir a pressão contra o meu peito. Sentava-me ao lado de um novo alguém que mesmo sem nem me tocar conseguia me confortar. Meus ouvidos agora são atentos a novos sons, a uma nova voz e a uma nova respiração. A batida que me interessa palpita agora no peito de outra pessoa. E até mesmo em minhas imaginações surgem novas idéias e tão mais prováveis. Tudo que eu tive de fazer foi estender as mãos que estavam atadas. Não demorou muito para que viessem com a chave que me desfaria prisioneira. Liberdade. E agora, sem algemas, sem estar amarrada ou me sentir obrigada, cabe a mim tomar minhas próprias decisões. Posso por fim, enxergar algo além do que me era permitido. Posso também ouvir, sentir e sorrir para qualquer coisa que eu quiser. É como se eu estivesse vendo o mundo pela primeira vez. Além das grades daquela cela que eu mesma me enfiei. Agora cabe a mim juntar coragem e enfrentar uma nova história. Da qual o passado é eliminado e por fim recebe um fim. Um novo capítulo para mim do qual somente os novatos serão meus protagonistas.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ser feliz hoje




Hoje o dia amanheceu meio quieto, mas com um sol de dar inveja. E eu aqui, com um puta sorriso estampado no rosto.
Não ganhei na mega sena, não passei em concurso e também não fui eleita miss pantanal, eu simplesmente recuperei alguma coisa que havia perdido. Aquela velha fé nas pessoas, aquela velha alegria em simplesmente existir. E o que eu precisei pra conseguir tudo isso? Passada uma fase difícil, e também alguns momentos de busca pessoal, eu me reencontrei em sonhos, pessoas, lugares e acima de tudo em sentimentos. Aprendi a ser menos passado, e conseguir enfim vivenciar tudo o que tinha de melhor porque o presente liberta de amarras invisíveis, que assim como antigos fantasmas vinham me deixando atada. Tive que conhecer lados diferentes da vida, das pessoas, tive que sentir saudade, pra entender o que/quem realmente me era importante. Foi em meio a essas redescobertas que eu criei comigo a certeza que sim, eu ainda era uma boa pessoa, e não merecia deixar pra trás meus sonhos. Parei de pôr a culpa dos meus erros na vida/outros/tempo/crise mundial e passei a entender o exato motivo pelo qual eu deixei cada coisa acontecer. E agora, suspirando aliviada eu tenho mais um motivo pra querer não repetir velhos erros, pra não me fechar, não desistir. E eu mordo a língua pra dizer, não nego, que talvez seja, apesar de alguns percalços, um dos melhores momentos da minha vida em vários aspectos. Principalmente com relação a clareza de tudo que se passa. Foi ter que aprender a ser humilde e recomeçar em sentido profissional e pessoal, e mesmo assim não perder a fé de que nada na vida acontece sem motivo. O que eu queria deixar pra que vocês pensem um pouco hoje é que a felicidade é sempre uma opção nossa, somos nós quem damos espaço pros acontecimentos e pessoas entrarem na nossa vida. Se caiu, levante-se, se quebrou, nada de colar e guardar, joga fora, abstrai. Bora ser feliz hoje, porque o amanhã tá meio longe ainda ne? :)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fluir


Eu resolvi dar o braço a torcer. Eu, o ser humano mais teimoso da face da terra, resolvi simplesmente aceitar as coisas como são, e desejar apenas que elas continuem assim.
Eu fiz o teste, e digamos que o resultado foi bem interessante.
Foi divertido (eu sou mesmo cruel) ver as coisas pelo outro lado da moeda. Ver que não é só em mim que as coisas doem, e acima de tudo ver que eu não estou sozinha nessa!!!
Foi libertador ver as máscaras de auto-suficiência serem derrubadas e as armaduras que sempre me pareceram tão difíceis de serem transpostas se demonstraram ser muito mais finas e frágeis do que eu imaginava.
Causa e consequencia, agora eu estou pronta pra deixar tudo fluir.
Amarrei minhas expectativas e coloquei-as todas juntas num saquinho e guardei, só eu sei da sua existencia agora, e isso causa muito menos desconforto aos outros.
Descobri que tudo era muito mais fácil do que eu imaginava. Percebi que assim como na IN-TER-DE-PEN-DEN-CIA o I e o A não se separam aqui. Os pólos não são opostos, e eu sou sim razão quando acho que é pláusível pra mim.
Não creias que me conheces bem, não guarde cuntigo as tuas certezas, pois elas também me guiam. Não espere de mim nada pré-conceituado. Podes guardar contigo aquilo que tens medo de me mostrar, mas isso não significa que eu não saiba exatamente o que é que tu escondes aí...
Deixa fluir, as certezas agora são todas minhas, os sorrisos são todos meus... e enquanto isso, eu faço de conta que tu não sabes aquilo que estás fazendo, mas agora EU sei e tá vendo? Isso já me basta!
Incrível como eu passei a precisar de muito pouco pra ser feliz.
Vai ser seja o amadurecimento!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Que os dias venham cheios de alegrias, paz e harmonia.
Mas que cheguem logo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Retrato




(...) Ao menos, consciência limpa. Leveza, sensação antiga de dever cumprido, parte feita. E ainda assim, desinteressada. Desiludida, de bode com a vida. Vontade inexata de implodir tudo, e reconstruir o mundo, seus valores, algumas vidas - com certeza, começando pela minha própria, definhada entre uma rotina que existe, mas não me surpreende. Um pouco decepcionada com os caminhos que escolhi, com o que a vida me ofertou, com o que disponho em mãos. Sou sempre eu agora, lutando contra a semana, pra que passe logo e eu possa ficar assim à sós comigo mesma, fugindo dos cliques das fichas que caem, máquinas que se movem. Baixando o som do que me tem me afugentado da vida, pelo lado avesso; aqui por dentro, quebra-cabeça interno. Tento me entreter ao máximo com superficialidades, passeios em família, novas roupas, futilidades desnutridas, risadas entre amigos. E sozinha, volto a me sentir avulsa e desnorteada. Estou triste por inteiro, e isso se reflete nos meus passos lentos, no meu olhar distante, na minha fala decadente. As pessoas captam essa meu aspecto cabisbaixo, meu pessimismo latejante, e em sua maioria, fogem. Além de não me deixar chorar, não chegam também perto, deixam de me abraçar apertado e quase solto a voz enlatada na garganta: nenhuma doença, quem sabe apenas uma gripe em desenvolvimento, porém digo que não estou doente de nada, que essa infelicidade não pega, e até vai se despedir qualquer dia, mas a maioria deles se debanda, e isso é o que me dá ainda mais força pra que queira ficar isolada e atravessar essa fossa como líder absoluta do meu próprio desvario.
Me pergunto então, no que ando errando tanto, papai do céu? Aonde é que se encobre a catástrofe que causei, pra que a sombra me seja marca d'água, esse bolero não volte a ser rumba? Injustiça, repito, nada justo ajudar, e não ouvir o que necessito, quando essencial. Dar amor, e receber de volta uma indiferença deslavada, um vazio completo de coisa boa alguma. Pedi tanto alguém pra gostar de mim, me cuidar, e fazer bem, um amor bom e real, e veio a divindade me brindar com um desafio inconstante, doloroso. Mais: pecaminoso, por vezes mordaz. Agora peço apenas o resgate da minha paz de espírito com recompensa de meu sorriso sincero, e o fim desses lamúrios todos. E que você afaste de perto de mim todos esses que não me fazem bem, e insistem em ficar. Que eu conecte a felicidade novamente, e não a deixe saturar. Pra que eu possa voltar a ver o mundo cor-de-rosa, e abandone o preto e branco de vez. E que eu levante o rosto, e olhe para os possíveis retratos que a vida tira de mim, e me retorna muito em seguida. Amém, e xis!



Mais aqui: http://calmila.blogspot.com/#ixzz12cwQXam2
Under Creative Commons License: Attribution No Derivatives

sábado, 16 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que o destino quer?


Novamente, Mais uma vez me pego revirando o passado, passado este próximo, passado bom, passado ao teu lado. Lembro de tudo com uma saudade, creio que gostaria de viver tudo de novo, só pra te sentir por perto mais uma vez, há alguns dias eu não te vejo, a quanto tempo não sentamos pra conversar, pra tomar um café implicando um com o outro. Tudo mudou de uns tempos pra cá, e fica esta saudade. Vivi aqueles momentos com uma intensidade imensa, mas parece que faltou algo, parece que poderia ter sido muito mais forte. Naquele tempo éramos grudados, sentíamos falta um do outro, todos os dias, mal acordávamos e os telefones já tocavam, quando um não aparecia, era aquele Deus nos acuda, eram telefonemas e mensagens o tempo inteiro, o dia inteiro. Nos víamos todos os dias, raros os dias em que não nos víamos, e mesmo assim continuávamos a nos falar, continuávamos a nos ligar, por mais que já nem tivesse mais assunto, não tivesse mais o que falar, nos ligávamos e conseguíamos algo para conversar, algo para nos aproximar, algo que as vezes não me imaginava sem. Algo que nem a distância conseguia afastar. Não imaginava que um dia deixaríamos de nos falar, não imaginava que eu ia parar de te procurar, que tu não ias mais ligar pra saber o que eu estava fazendo, sempre perguntando e questionando, e sinceramente, senti uma falta. No inicio foi mais tranqüilo, foi como se no outro dia voltaríamos ao normal, mas o tempo foi passando e parece que isso nunca voltará ao normal. Que era normal do nosso cotidiano. Não voltávamos a nos encontrar todos os dias, não nos ligávamos mais, se quer nos falávamos por messenger ou torpedos sms, nada mais. A distancia foi começando a aparecer. Foi indo, indo, e ficou no que ficou. Senti uma distancia, distancia esta que nunca havia sentido desde que nos aproximamos. Foi tão ruim, senti aquilo tão mal, foi aí que a realidade apareceu, foi aí que me dei conta que já não era mais a mesma coisa,que tínhamos esfriado a nossa relação, foi aí que vi nossas vidas em caminhos diferentes, e que jamais voltaria a ser como havia sido neste passado próximo. Foi nesse momento que vi que havia tinha te perdido. Aliás, havíamos nos perdido. Nunca tive por completo, mas tinha uma companhia, tinha alguém que estava ali todos os dias pra me agüentar, mesmo nos dias mais difíceis. Eu agüentava também. Vi também que a nossa amizade já não era mais a mesma, que os nossos olhos não brilhavam da mesma maneira como brilhará antes de nos afastarmos. Antes desta distancia aparecer. Chego a achar estranho, nunca havia nos imaginado assim. Hoje pensando, imagino que depois que nos afastamos acabou um pouco daquele carinho, daquele afeto, daquele amor. Tudo mudou, nós mudamos, tudo que sabíamos antes um do outro, a maioria voltou a ser perguntas, fica como alternativa, mas já não fica com a certeza como era antes, fica como se acabássemos de conhecer. Chega a parecer com os primeiros meses da nossa convivência. Chego a pensar que zerou, que se quisermos voltar a ser como antes, teremos que nos conhecer novamente, teremos que iniciar do zero, outra vez. E logo penso será que é isso que queremos, será que nós fomos simplesmente aquilo. Será que não fomos mais que aquilo. Será que era só uma passagem. Será que não nos conhecíamos realmente, e achávamos que sim, ou será que o destino quer mudar a nossa história. E hoje vejo que zerou, que acabou mesmo, que foi tudo por água a baixo. Que aquele carinho, que aquele amor, havia ficado na saudade. Mas penso que vivemos todos aqueles momentos com tanta intensidade pra acabar em poucos meses, não consigo entender o que foi aquilo. O que vamos ter que fazer, o que o destino quer nos mostrar? O que o destino quer de nós?

Ótima quinta!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ao outro.




F
adada a viver em meio a expectativa de que um dia tudo se voltará a meu favor. Cansada de ter que ser a perfeição, de não poder errar nunca, de ter que aceitar as mais diferentes situações, principalmente as que não me agrada, de braços abertos e sorrisos estampado no rosto. Ei, eu sou humana. Eu sou igual a qualquer um, intensa em virtudes e falhas, fazer o que?! É assim. Tenho minhas crises, meus aborrecimentos, minha tristezas, minhas caras feias, minhas manhas. Talvez, eu queira uma explicação, um carinho, uma aceitação, uma compreenssão, uma prova de que sabe o que eu digo e faz o que eu peço porque é o certo, é o viável, é necessário até, talvez. Não exijo tanto. Sou tão flexível, tão maleável, tão fácil de se lidar e conviver, não existe mistério. Só queria um pouquinho de mim no outro. Eu sei, o outro tem defeitos, e que defeitos, eu os conheço bem e não os julgo, nem os condeno. O que eu queria que prestasse atenção é que eu consigo driblar todos os meus orgulhos, minhas feridas só pra tê-lo em paz comigo, só pra mostrar que as vezes não é assim, que se gostamos e demos a oportunidade de conviver, temos que abrir mão de vez em quando de nós mesmos e nos deixarmos ser a outra pessoa, nos botar no lugar dela e entender seu ponto de vista e se não for aceitavel, sentar, conversar, justificar, expor a diferença, não se calar, fechar a cara e deixar passar, guardar uma mágoa desnecessário só porque eu deveria ter sido a perfeita. Cansei foi de ter que ficar calada quando quis gritar, rir quando quis chorar, beijar quando quis estapear... só meus escorregões são as piores quedas, só minhas palavras são as piores denúncias, só meus atos são assassinos de felicidade. Não é assim, pensa em mim e repara em mim, não é tão difícil. Se foi capaz de morar dentro de mim, é capaz de compreender que não quero que mude, mas que perceba o quanto isso machuca, me fere, o quanto vai desgastando a convivência, as coisas boas que ficou, o que foi construído em meio há tantas tempestades. Se eu desistir, se eu cair, se eu deixar de ir, se eu falar, se eu fizer, se eu pedir... é por algum motivo, não julga. Eu estou aqui para poder mostrar os pingos dos 'is', os porques das interrogações, os paus das barracas, eu quero fazer isso por nóis, afinal, mesmo frustada com tais comportamentos, eu com toda flexibilidade que me circunda procurei e não sei se achei, mais me conformei com a razão de eu estar aqui, expondo o que é íntimo e deixando mais uma vez pra lá, sem mágoas, sem ressentimentos, apenas com lágrimas, eu sei. É que eu concordei que (in)felizmente ninguém é igual a mim, e nem vai ser só porque eu quero e tou ferida, cada um possui a sua maneira, a sua imperfeição e ao acaso, creio que tenha sido todas as nossas diferenças que tenha nos aproximado, mesmo nos achando tão iguais.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sarah McLachlan - Angel








Angel (tradução) Sarah McLachlan


Passa todo seu tempo esperando
Por aquela segunda chance,
Por uma oportunidade que deixaria tudo bem
Sempre há um motivo
Para não se sentir bem o suficiente.
E é difícil no fim do dia,
Eu preciso de alguma distração.
Oh, belo descanso
A lembrança vaza das minhas veias...
Deixe-me ficar vazia
E sem peso e talvez
Eu encontrarei alguma paz esta noite.

REFRÃO:
Nos braços de um anjo,
Voar para longe daqui,
Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Que você encontre algum conforto lá

Tão cansado de andar na linha,
E para todo lugar que você se vira
Existem abutres e ladrões nas suas costas,
E a tempestade continua se retorcendo.
Você continua construindo a mentira
Que você inventa por causa de tudo que você não tem
Não faz nenhuma diferença
Escapar uma última vez.
É mais fácil acreditar nesta doce loucura, oh
Esta gloriosa tristeza que me deixa de joelhos

REFRÃO:

Você está nos braços de um anjo.
Que você encontre algum conforto aí.

____________________________________________________________________

Quando você me deu essa música de presente hoje, imaginei que tudo talvéz fosse ficar bem, pelo fato de gostar muito da mesma. Mas na mesma hora me veio um filme na cabeça. Tudo dinovo. Tudo mais uma vez.

Talvez, um dos maiores mistérios da vida seja a partida. Não se sabe como e quando ela acontece. É assim de repente, sem abraços, nem despedidas. Sem últimas palavras.

Tão claro como se sabe sobre a partida, ninguém a entende. E tão certo como se sabe, a dor de quem fica a gente jamais supera. A gente tenta é se acostumar, mas às penas é que a gente não se acostuma.

Às vezes parece quem partiu fui eu e quem ficou foi você.

Você esta mais presente do que quando estava aqui. Seus gostos, seu jeito, seu cheiro, sua voz... Sua risada...

Você esta em toda parte.

Estou com a mania de desorganizar as coisas e tenho vontade de comer besteiras.

Sem querer, hoje te incluí em conversa, falando de você como se ainda estivesse aqui.

Às vezes eu me esqueço que se foi... Às vezes eu só quero me lembrar de ti...

Eu não sei se você volta... Mas parece que não volta mais... mesmo tendo ido a parte nenhuma.

No que sei e que não sei, eu não entendo. É como se não fosse verdade. Dói...

Ninguém vê... São oito horas da noite e espero o celular tocar. Falo sozinho que "estou cheia" esperando você me corrigir. Durmo com a almofada e deixo o travesseiro do lado, junto com seu espaço na cama... Eu durmo assim...

Eu durmo na esperança de te encontrar. Eu acordo desejando que esteja aqui. E acordo querendo acordar de tudo isso...

Você não volta mais... E na procura de conforto, penso que você esta mais feliz assim. Dizem que quem parte sempre vai pra um lugar melhor. E sei que você jamais teria ido se não fosse pra valer a pena.

Se existe alguma paz é saber que nunca deixei de expressar, nem escrever, nem dizer um só dia. As palavras escapavam da minha boca como aquela vez na escada... O que eu não sabia era que estava sendo tão modesta, era muito mais do que eu pensava.

Mesmo assim ainda tinha tanto... Tanto pra dizer, pra fazer, pra viver...

Tive diálogos imaginários. Falei com você, te contei alguma coisa do meu dia. Eu briguei com você, gritei com você, te culpei, queria o brilho dos meus olhos de volta. Eu chorei... E perguntei - mais uma vez - Por que você faz isso comigo? Uma, duas, várias vezes...

Minha voz ecoou no grande vazio que você deixou... Foi então o silêncio. Um silêncio denso como o violoncelo, doce e triste como as notas de um piano...

Eu não sei se você volta... Mas parece que não volta mais...

É hora de juntar meu silêncio ao seu...

Eu não vou poder partir, mesmo indo por toda parte, não vou a lugar algum... Eu não tenho pra onde ir... Eu vou seguir levando comigo as bagagens da vida.

É chegada a hora de deixar você ir, mesmo que já tenha partido.

Trouxe flores... Não como clichê da partida, mas porque sempre quis te dar, você sabe. Eu esperava era um dia. Um dia que agora não vai mais chegar. São as flores mais bonitas da minha primavera, as últimas já que agora o inverno começa... A vida não pára...

Trouxe flores não pra dizer "adeus" porque isso eu não sei dizer, mas pra te agradecer por cada dia, pela chance... Levaram alguns meses para ela chegar. "Taking Chances"... Eu nunca vou esquecer... "Like lovers do".


Da sua cama.




Porque que tem que ser assim? joguei pedra na lua? a escuridão esta sobre a minha cabeça. Mas Como diz Renato russo: escuridão vi pior. mas eu sei que um dia eu aprendo em quem confiar. Eu espero que o sol venha logo. Porque quem acredita sempre alcança. E em silencio eu choro mais uma vez. Posto um texto triste mais uma vez e me pergunto ate quando.

domingo, 10 de outubro de 2010

Garota Safada - Meu Amanhecer



Meu amanhecer é sempre solidão é tão vazio sem você
Não sei o que fazer agora quando lembro de nós dois
meu coração chora!

Onde esta você?
Como eu queria te encontrar uma vez mais.
Pra poder dizer,tudo que sei, o gosto do seu beijo em
minha boca
ficou e não sai.
Você não foi o meu primeiro amor mas foi quem me marcou de
demais.
Procuro te esquecer mas o desejo e a saudade não me
deixa em paz.
Quando a noite chega com as estrelas eu vou
conversar,
pra ver se alguma me diz onde te encontrar.
Eu perco a noção do tempo, viajando na imensidão
Eu tento te esquecer mas você está no meu coração.


(Refrão 2x)
Meu amanhecer é sempre solidão, é tão vazio sem você.
Não sei o que fazer agora, quando lembro de nós dois
meu coração chora.


Onde esta você ?
Como eu queria te encontrar uma vez mais.
Pra poder dizer,tudo que sei, o gosto do seu beijo em
minha boca
ficou e não sai.
Você não foi o meu primeiro amor mas foi quem me marcou
demais.
Procuro te esquecer mas o desejo e a saudade não me
deixa em paz.
Quando a noite chega com as estrelas eu vou
conversar,
pra ver se alguma me diz onde te encontrar.
Eu perco a noção do tempo, viajando na imensidão.
Eu tento te esquecer mas você esta no meu coração.


(Refrão 2x)
Meu amanhecer é sempre solidão, é tão vazio sem você.
Não sei o que fazer agora, quando lembro de nós dois
meu coração chora.


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O amanhecer foi Lindo! Foi puro! Foi inesquecível pra alma e pra o coração.








sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Poppin bottles in the ice, like a blizzard



Me descubro um pouco mais a cada dia, minhas ânsias e desejos. Isso é fundamental para dizer quem eu sou, pq às vezes eu mesma me surpreendo!

Te gosto tanto e intenso.





Um sentimento anda me devastando aqui dentro, puxando sem freios para baixo, tudo que guardo. A vida tem se revelado mais confusa nesses dias distantes, perdidos. Na mente, essa confusão interna se dilui na realidade quase fatal: ainda me dói. Com intenções ligeiramente calculadas, por meses evitei pensar. Desfoquei toda minha atenção das lembranças poluídas. Dei pause nessa ciranda em movimento e tentei sair, às pressas, do brinquedo. Não houve outro com igual arco-íris, ou forma convidativa que me aproximasse. Escolhi assistir, ao longe as cenas, brincadeiras. O parque todo em sorrisos, feeling eufórico, quase exótico e eu fora da roda. A menina distante, inatingível. Presa ao mesmo ponto onde desceu do entusiasmo. Nadando rumo ao cais, sozinha, quase em desistência. Vem, dose a dose, uma angústia que acomete a ferida e me faz transparecer alguém que nem re-conheço. Correndo, em passos largos. Tudo muito vago. E talvez agora seja tarde para dizer. Tarde para mim. Tarde para você. Os laços rompidos um dia, nunca serão outrora, estreitados. Segurei por entre meus pequenos dedos, por vários dias, o vazio corrosivo e mil sentimentos modificados, dentro da minha solidão. Sinto falta de você. Uma falta que ainda lateja, queima. Uma saudade que desde sempre, ainda me é dolorida. Cutuca o esquecido, e faz lembrar como foi doce estarmos juntos. Dois seres tão iguais e diferentes ao mesmo tempo. Nos divertíamos juntos, com simplicidade e certo charme. Sempre compartilhando assuntos intermináveis, quase-segredo. Seu sorriso quente, bem perto do meu ouvido, que fazia balançar, estremecer em melodia, minhas pequenas pernas. Uma melancolia invade a caixa de lembranças. Nessa nostalgia efusiva, um sentimento antigo cresce, mesmo na ausência e toda distância. Me provoca uma inquietação aqui dentro, no peito. Nesse meio-coração. Eu ainda gosto tanto de ti. É intenso. Sabe, às vezes odeio minha indiscreta sinceridade; por sempre mostrar o esconderijo ao ladrão. Nasci para ser verdadeira e sempre fiz tudo com tanta intensidade, que o controle me foge, raras vezes, das mãos. Com os olhos ainda cheio de lágrimas, sufocando para fluírem; saírem à tona, ando esquivada, perdida, por não saber o que fazer com todo esse sentimento dentro, encolhido. E com esse jogo de palavras aqui, suavizadas com o tempo. Tento uma vez, duas, três.. segurar com força descomunal o que ainda resta desse meu coração tão covardemente dilacerado. Tropeçando nesse - meu - mundo fantasioso e imaginário, caminho assim, forjando uma felicidade externa. Para de longe não verem minhas feridas expostas sutilmente. Desvencilho a dureza de sentir, o oco do coração que agora me acomete. Não sei mais fazer planos e romantizar sonhos. Logo eu, que desde pequena floria futuros bonitos e pinçava mil e uma situações recheadas de sonhos. Sempre de peito erguido, olhos brilhantes à espera do meu happy ending. No meu bordado, sempre para colorir, me absorvi de amor. Esse que agora vem me desbotando o dia, a alma, a esperança. Esse jeito frio, calada e indiferente que nunca me foi usual e me fez refém temente, talvez tenham espaço e seja necessário. Só não quero mais me machucar, entende? Só isso. Todas às noites, estreladas ou não, antes de me perder em sonhos irreais e adormecer, faço o último pedido: que a ilusão não me bata à porta, mais uma vez. Meu desejo, ou mais que isso. Caí, lenvantei e quiça, tento juntar meus oitenta e cinco pedacinhos espalhados e perdidos por aí. Dedilhando os buracos, pouco a pouco costuro e remendo feridas, curando. Escapando o vazio. O breu. Não tenho pressa, aceito essa calmaria que hoje inundou aqui e que deseja ficar. Ontem, ainda chorei, sofri. Desisti da força. De engolir a farpa, que arranha a ternura. O seco das miudezas. Me permitir. Já agora, não. Depois do tombo; hematomas, levantei. Por necessidade absoleta, com uma fé imensa e vontade além da conta de sair por cima de toda essa bagunça que faz morada em mim. É hora de seguir a minha vida, esperar alguns imprevistos, demasiadas surpresas. Em camadas sem fim, surpreendentes. Sozinha, nesse redondo infinito, tentando ser um pouco mais feliz, pelo menos um pouco. Uma nova vontade, hoje, me subverteu insanamente: a de sorrir para a outra metade do dia que vem acenando em simpatia. Mas seguro essa força intrigante e tento apenas ser mais alegre. Posso, não posso?

Menina Bordada.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vai um café?





Sem sustentar alguma dose de saudade. Agora é seguir reaprendendo pequenos gestos. Mantendo a sensibilidade como equilibrista em corda bamba. Acordo rindo e sorrindo. Feito criança, pulo. Corro. Caio. Levanto. Canto. É, decidi viver. Ser feliz. Seguir. Deixar para trás o que lá ficou. Cada um deve seguir o caminho que escolheu. Então siga também. Fica bem que eu fico també
m.

Los Hermanos -- Morena - Clipe Oficial


É morena tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola

Pra nós todo o amor do mundo
Pra eles o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho sem caber de imaginar
Até o fim raiar

Pra nós todo o amor do mundo
Pra eles o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho sem caber de imaginar
Até o fim raiar


http://www.vagalume.com.br/los-hermanos/morena.html#ixzz11XoHxVpM

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Fugidinha - Michel Teló




Tô bem na parada, ninguém consegue entender
Chego na balada, todos param pra me ver
Tudo dando certo mas eu tô esperto, não posso bota tudo a perder

Sempre tem aquela pessoa especial, que fica na dela, sabe seu potencial
E mexe comigo, isso é um perigo, logo agora que fiquei legal

Tô morrendo de vontade de te agarrar,
Não sei quanto tempo mais vou suportar
Mas pra gente se encontrar ninguém pode saber, já pensei e sei o que devo fazer

O jeito é dá uma fugidinha com você
O jeito é dá uma fugida com você
Se você quer saber o que vai acontecer,
Primeiro a gente foge, depois a gente vê



http://www.vagalume.com.br/michel-telo/fugidinha.html#ixzz11RqJH5jb




Depois de uma semana brilhante, venho aqui libertar de mim os sentimentos que me valeram à pena. Escrevo hoje sem pressa, com até certa tranqüilidade. Um pouco mais ciente do que escrevo. Porque é assim que eu me sinto quando posso respirar ao teu lado, consciente. Sinto-me com vida e sem pressa para nada. É claro que o nervosismo, o tremor, a tensão e tudo o mais rebatem dentro de mim me tornam muito boba com sua presença. Nem faz tão mal assim. Hoje eu vou escrever o que quase todos já escreveram. Hoje eu vou dizer o que já foi tanto dito. E hoje eu vou por fim tirar de mim essa carga emocional que me consome. Vou dizer todas aquelas coisas que sempre diziam e eu nunca acreditava... Agora compreendo muitas coisas. Pior que é tudo verdade. O coração não só bate forte, ele bate e rebate de um jeito assustador. Gritando por dentro. Pulsa tão forte que eu temo que consigam ouvir o escândalo que faz. As mãos? Tremem tanto. Não dá pra controlar. Mas o pior mesmo, o que eu nunca acreditei ser verdade - os olhos. O problema é que eu agora entendo todo o brilho, a intensidade e a luz que eles ganham. Tudo acontece quando você se aproxima. Eu pensei que não eu fosse me sentir assim tão cedo, mais ai veio você e mudou tudo, Com esse seu jeitinho cativante, engraçado. Quando estou ao seu lado definitivamente perco o chão. Você definitivamente conseguiu fazer com que eu sentisse o que á muito tempo não sentia, talvez por medo ou sei lá! Quando você está perto fica tudo bem, você sempre faz com que eu esqueça meus problemas, me anima, me faz sentir uma pessoa melhor! Queria lhe agradecer por isso, não sei se faço o mesmo por ti, mais pelo menos tento! Eu posso ás vezes não demonstrar, mais é que eu tenho medo, sei lá! Uma luz agora se acendeu em minha mente, em meu coração e em meus olhos. Os poemas, os textos, as canções e todo tipo de arte amorosa. É absolutamente tudo tão aceitável. Vai ver sempre foram coisas muito evidentes. Vai ver eu era simplesmente cega. De ambos os olhos. Agora sim, compreendo muitas coisas. E nada mais importa. O que mais teve importância foi àquele instante em que o sorriso surgiu de orelha a orelha em teu rosto e no meu! E espero que o meu amor, mesmo assim calado, possa trazer a paz que você precisa.

domingo, 3 de outubro de 2010

=/


Queria poder encher a boca para dizer: eu te odeio. Detestar absolutamente tudo em você, desde a sua altura, suas mãos charmosas, à sua sinceridade de gentil boa praça. Sua leveza de viver, tão incompatível à minha densidade ferrenha. Impedir que nada mais mexa comigo e meu humor, como algum dia acelerou o peito, me fez suar as mãos e sorrir feito uma figura dopada; irracional. Abominar a sua preocupação com a minha pessoa - mesmo não sendo mais próximo, e sim exilado da minha convivência. Por mim, essa ditadora inábil. As artimanhas infantis que ainda arquiteta pra saber sobre o que ando fazendo, minhas mudanças físicas, meu estado de espírito. E é um ódio que não chega. Não me vem nunca. Pombo correio desgovernado, celular desligado, chuva.
Mesmo enumerando algumas razões descabidas para que eu consiga by myself, inserir desprezo, na imensidão de sentimentos que ainda existe aqui, anda impossível. Se eu me arrependi? Não. Sei que conviver com a minha personalidade forte é algo complicado. Incompreensível. Enlouqueço, e então, quando me toco do tamanho do transtorno que causei, já foi. Passionalidade no sangue, e essa urgência em viver, impressa na alma. Agora, completamente opostos que somos, tento não pensar tanto em você, e segurar as lágrimas quando passa qualquer outra pessoa com o seu perfume, que eu amo. Simplesmente não aguento mais ver horas iguais, e nada de diferente acontecer na minha vida. Não era para alguém estar pensando em mim? Quem é que pensa tanto, e não age nunca? Deixe o medo de lado, minha loucura não te atinge. Venha, ligue. Se arrependa você também, para que eu me sinta menos sozinha e confusa, menos reprimida, até normal.
Não tem sido fácil. As pessoas se cansam de mim sofrível assim, e eu ,e canso também dessa minha angústia quilométrica, e que vai, volta, se alterna entre a felicidade imensa de quando você retorna; infelicidade ferina quando se esvai, livre. Ninguém me entende por completo. Mas a verdade é que não estou pronta. Ou ainda não consigo dançar até o chão, rebolar com provocação, beber e esquecer que você existe. Travo. Sabendo que não terá regresso, me culpo um pouco, te penso tanto. Colocar linha na agulha e fechar o ponto, dar o nó para que feche. Se ao menos eu renegasse o seu gosto musical com gosto, e enjoasse do seu sotaque acertado, facilitaria. Antipatizasse com essa sua felicidade matinal, e o jeito estranho com que faz torradas, no café da manhã. Execrasse o seu dilema de vida, a sua inconstância que me fazia surtar. Fico então lembrando que teu silêncio era conivente ao meu, sentada ao teu lado enquanto dirigias, ou assistia a qualquer filme meia-boca; primeira dama de um reino inexistente, que nunca fui coroada.
Que eu consiga seguir em frente, sem esperar pela tua mão no meu ombro, por você em esquina qualquer. Ou veja com maior claridade que o que é melhor pra nós dois, seria fugir dessas faíscas, fagulhas e centelhas que vibram, quando juntos. Mas que não aquecem suficientemente, quando separados. Por enquanto, apenas eu e essa falta sufocante, que aperta e fere, machuca e tira a paz - quase minha sombra, acompanhando até mesmo em momentos de privacidade, e invadindo pensamentos, falas e uma rotina inteira. Que eu consiga olhar para os seus defeitos com mais realidade, e menos enfeites. Que se for ainda tempo, ou ainda houver salvação, você também veja que errados estamos os dois, e olhar nos olhos pode ser uma solução. Porque me resumo entre cansada de plantar uma amargura que não quero, e não vejo nenhuma outra alternativa a não ser te querer de volta, sempre. Semente que não brota, raiz que não pega, trem que descarrilha. Virar de costas sem olhar pra trás tem sido árduo, torturante. Corpo no chão, cansaço vil, folhas e folhas em branco. Me rendo. Quando será que tudo vai voltar a fazer algum sentido?


C.